Governo anuncia medidas para facilitar compra de imóveis e carros.
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Reportagem apresentada no Jornal Hoje da Rede Globo
Edição do dia 21/08/2014
Atualizado em 21/08/2014 14h25
Por Flávia Alvarenga - Brasília, DF
Imóvel quitado poderá ser usado como garantia para novo empréstimo. Novas medidas ainda precisam ser aprovadas para valer.
O governo anunciou uma série de medidas para aumentar o crédito e facilitar a compra de carros e principalmente de imóveis.
Atualmente, quem busca um financiamento para casa própria precisa em média de oito certidões. Alguns documentos dá para conseguir pela internet, outros não. Então é preciso ir aos cartórios, o que dá trabalho. Com as novas regras isso deve mudar. O comprador não vai mais perder tanto tempo com a burocracia.
A ideia é colocar toda a documentação exigida numa certidão só. Não será preciso mais ir a vários cartórios para conseguir as certidões.
Quem já tem um imóvel quitado, poderá oferecer a casa como garantia para um novo empréstimo. Com isso, o governo espera reduzir os juros.
No caso dos empréstimos consignados para quem trabalha no setor privado, aumentam as garantias dos bancos, que passam a receber as prestações no mesmo dia em que o funcionário receber o salário, e o cliente não poderá mudar de banco até quitar todas as parcelas.
Em caso de inadimplência, os bancos poderão retomar os bens mais rapidamente, principalmente nos financiamentos de carros.
Para o setor imobiliário, que está com as vendas em queda, as novas medidas podem ajudar. "Um dos componentes que mais afeta a taxa de juros é o risco. Quando se oferece um imóvel quitado, esse risco praticamente se anula. Deveremos ter uma oferta de crédito com um custo bem mais", diz Carlos Hiran, presidente do Secovi-DF.
As mudanças ainda não estão valendo. O governo precisa publicar as medidas provisórias com as novas regras. A previsão do Ministério da Fazenda é que isso aconteça até semana que vem.
A medida que prevê dar um imóvel quitado como garantia para um novo financiamento precisa de uma resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional.
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